Por Jelsimar Pimentel
Estava
eu aqui na batalha da vida social, quando, de repente, descubro algo
estarrecedor. Foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça
da Câmara a redução da Maioridade Penal no Brasil, o que o torna
constitucional. Um retrocesso imenso para o país que esta em pleno
desenvolvimento e progresso social, mas ainda em bastante defasagem
nessa questão. Precisamos reavaliar qual o papel do Estado e quem
nos representam no Congresso Nacional. Será que esse sistema
político atual representa de fato nossos anseios com a barganha do
financiamento empresarial de campanha?
É
triste ver para quem está cotidianamente na luta por mais direitos a
classes marginalizadas no processo de socialização. Verificamos a
falta de capacidade de inserir nossos jovens na lógica que está
dada no nosso sistema econômico e social atual.
Verificamos
a todo momento classes sociais sendo excluídas de direitos
fundamentais como o acesso a uma formação de qualidade e de
oportunidades de emprego ou de ingressar numa universidade e isso é
uma obrigação do Estado, pois é ele que nega esses direitos
diariamente através da dívida social que é negligenciada com uma
carga histórica de preconceito engendrado em nossas mentes e
corações e validada pela indústria cultural, haja vista os
grandes meios de comunicação, onde não nos vemos.
Precisamos
ter a compreensão que é obrigação do nosso Estado garantir,
educação, lazer, cultura e todas as oportunidades possíveis para
que a juventude se desenvolva, mas uma grande parcela dessa é
privada de tais direitos sofrendo a barbárie da violência e da
repressão policial e social, não tendo opção de se desenvolver
enquanto cidadão com direitos e deveres.
Cabe
ao Estado cumprir com aquilo que está na Constituição e no
Estatuto da Criança e do Adolescente que são as garantias de um
desenvolvimento psicológico, emocional e físico pleno. É
inadmissível que aqueles que colocamos no Congresso não tenham
compreensão desses direitos fundamentais, garantidos em lei, e que
se eximam ao extremo dessa obrigação, defendendo o ataque a
juventude, lhes culpando do crime de não terem a devida oportunidade ao desenvolvimento pleno.
Repudio
qualquer ação nesse sentido com a certeza que a população não
aceitará essa decisão e que os movimentos sociais de juventude e
estudantil se erguerão diante desse ataque para que não passem
adiante dessa violência que se tenta cometer.
#CadeiaNão

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