quinta-feira, 1 de outubro de 2015

O pulo do barco e a pesca arrastão

Por Jelsimar Pimentel
Começa a dança das cadeiras para o próximo período que segue na nossa política. Nesse jogo do entre e sai, do vai e vem, do surgimento de um partido novo, percebemos interesses escusos na política brasileira. Um ar de oportunismo paira no ar ou será que pode haver mudanças tão bruscas na ideologia política de cada indivíduo, ou se torna individualizada? 



É importante desenvolver um olhar de fora do contexto para se ter a percepção do todo, como costuma fazer os historiadores ao analisarem um período fora do seu. Mas como analisar tais desenvolvimentos da política brasileira estando tão submerso e envolvido e sendo bombardeado a todo instante com tantas informações massificadas sobre a política atual?

Diante dessa estrutura, recai sobre o país uma crise internacional do sistema capitalista, afetando o país e sendo agravada por meios de comunicação causando instabilidade nacional e afetando a política brasileira. Ora, nada mais sugestivo para as forças conservadoras para enfraquecerem o país e tomarem novamente o poder. 

No entanto precisamos analisar a quadra política atual, onde é possível fazer algumas críticas, como a taxação do país hoje, onde deveriam ser taxadas às instituições financeiras e as grandes fortunas, numa política de juros progressiva que isente o trabalhador de pagar pela crise. Mas como a oposição pode desafiar um governo, que mesmo em crise, consegue ter os índices melhores que o que ela enfrentou nos seus últimos anos de administração nacional?

O caminhar e desenvolvimento da oposição e sua reestruturação, usando de aparelhos ideológicos de manutenção da ordem dominante, para disseminar suas ideias de forma ora sutil, ora explícita para formação de um pensamento uníssono contemplando assim seu fortalecimento, é claro. Obviamente que o principal desses aparelhos ideológicos são os grandes meios de comunicação de massa que chegam a milhões de brasileiros prometendo a verdade, nada mais que a verdade, em grandes conglomerados ligados ao capital especulativo.

Dessa forma, percebe-se o que a deputada e presidenta nacional do PCdoB, Luciana Santos, quisera dizer quando fala "que ganhamos o governo, mas não o poder". Observa-se assim como ainda estão entranhadas nos poderes da República as forças conservadoras que compõem estruturas e posições em diversos setores do país, influenciando politicamente, financeiramente e ideologicamente toda a sociedade, no intuito de seguirem a sua cartilha.

Diante disso, se volta a dança das cadeiras, citada no início do texto, observa-se a falta de compreensão histórica e os interesses obscuros dos personagens que pularam do barco para irem à "Rede" para se salvarem, sem se importarem com a luta de classes que existe na sociedade atual. Isso alimenta e desenvolve a intolerância às parcelas historicamente excluídas, hoje em ascensão, usando dos aparelhos ideológicos e lançando a sociedade para um fosso sem fim, onde a elite conservadora primeiro tira sua capacidade de reflexão, depois os teus direitos e por fim a tua liberdade. 


Por isso, é necessário o enfrentamento de ideias, criando as condições para o fortalecimento político do país e a defesa do estado democrático de direito. Luta que muitos deram seu sangue e seu suor para hoje desfrutarmos dela. Sendo assim, cabe a todos nós, atores sociais e setores da sociedade, não abandonarmos as trincheiras dessa luta e lutarmos para não perder a democracia nem nossas conquistas de vista e retomar o caminho para o desenvolvimento do país.

sexta-feira, 24 de julho de 2015

A GUERRILHA DAS MÍDIAS ALTERNATIVAS

Interessante observar o papel de resistência que sempre houve no Brasil, diante do império midiático e monopolizado da mídia que insiste em se manter, em detrimento de outros atores sociais. Observamos que a sociedade está cada vez mais mobilizada em torno da democratização dos meios de comunicação no país, por perceber o feroz ataque que a mídia faz aos movimentos sociais e as camadas mais baixas, pois serve aos interesses de uma classe que luta pela manutenção do sistema atual, o que Althusser definia como aparelho ideológico do Estado. Vemos isso claramente na forma dada à diversos atores sociais que tem sua voz tolhida, pois há falta de espaço que é anseio de todos. Através desse texto, Miro apresenta, de forma histórica, as várias manifestações sociais em torno da liberdade de expressão e de resistência à mídia monopolizada, que a muito já existia, como jornais de sindicatos, rádios comunitárias, que em Pernambuco se organizam hoje, na guerreira ABRAÇO PE, até chegar aos dias de hoje e a luta dos blogueiros progressistas e ativistas digitais, que tem na sua vanguarda, em Pernambuco, a ABLOGPE. Confira o texto na íntegra abaixo.

Ato em descomemoração aos 50 anos de Rede Globo em Pernambuco. Foto: Jelsimar Pimentel


Por Altamiro Borges
Já há consenso nas esquerdas políticas e sociais brasileiras de que a mídia privada, controlada por meia dúzia de famílias, manipula informações e deforma valores. Ela atua como “aparelho privado de hegemonia do capital”, conforme a clássica definição de Antonio Gramsci. Ainda segundo o intelectual italiano, ela cumpre o papel de autêntico partido das forças da direita. Esta postura, que atenta contra a democracia, hoje é ainda mais agressiva. Como confessou recentemente Judith Brito, ex-presidente da Associação Nacional de Jornais (ANJ) e executiva do Grupo Folha, a velha mídia adota a “posição oposicionista” diante do governo Dilma, já que a “oposição está fragilizada”. Não é para menos ela também passou a ser rotulada de “PIG – Partido da Imprensa Golpista”, a partir de uma ironia difundida pelo irreverente blogueiro Paulo Henrique Amorim.

Diante desse poder ditatorial, inúmeros atores sociais já perceberam que têm dois desafios simultâneos e titânicos pela frente. O primeiro é o de quebrar a força deste exército regular das classes dominantes. Daí a urgência da luta pelo novo marco regulatório do setor, que hoje se expressa na campanha liderada pelo Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) de coleta de 1,4 milhão de assinaturas para o Projeto de Lei de Iniciativa Popular (Plip) da Mídia Democrática . O segundo é o de multiplicar e fortalecer os veículos próprios de comunicação das forças populares, construindo uma mídia contra-hegemônica que faça o contraponto às manipulações do poderoso PIG. Estes instrumentos atuam como uma guerrilha no enfrentamento ao império midiático, numa prolongada operação de cerco e fustigamento.

A história do Brasil está repleta de ricas experiências de construção desta “imprensa alternativa” – desde os anarquistas, no início do século XX, passando pelos comunistas durante várias décadas, até chegar à heroica fase do jornalismo de resistência à ditadura militar. Na fase recente, estas iniciativas se multiplicaram, conectando-se com as novas tecnologias e ganhando novo impulso. Elas ainda não conseguiram se constituir em fortes veículos de expressão nacional, como já ocorre em outros países da rebelde América Latina. Mesmo dispersos, porém, promovem a guerrilha informativa e incomodam os barões da mídia. O texto a seguir trata de quatro destas experiências, que não são as únicas: a imprensa sindical, a TV dos Trabalhadores, o movimento dos “blogueiros progressistas” e os novos coletivos de ativistas digitais.

A força da imprensa sindical

A imprensa sindical, iniciada pelos anarquistas estrangeiros, pode ser considerada a origem da “mídia alternativa”. Ela enfrentou a violência das classes dominantes, com o empastelamento de vários jornais e a prisão de centenas de gráficos e comunicadores populares. Na frágil democracia brasileira, inúmeras vezes abortada por golpes militares e ondas autoritárias, a imprensa sindical atuou com coragem e dedicação, contrapondo-se aos ataques dos veículos patronais contra as lutas dos trabalhadores por seus interesses imediatos e futuros. Após o colapso das concepções anarquistas, os comunistas passaram a hegemonizar o sindicalismo e sempre trataram como prioridade a comunicação nas entidades de classe.

O golpe militar de 1964, apoiado pelos mesmos barões da mídia dos dias atuais, interrompeu o avanço das lutas dos trabalhadores. Os generais intervieram em centenas de sindicatos, prenderam seus líderes, nomearam “pelegos” e transformaram as entidades em “repartições públicas”. A imprensa sindical quase faliu – restando apenas boletins de “colunas sociais”, de confraternização dos velhos pelegos com os empresários e os carrascos da ditadura. Mas a luta dos trabalhadores não cessou, com a criação de centenas de “jornais de fábrica” e a construção de oposições sindicais. Com a retomada do movimento grevista, no final da década de 1970, a imprensa sindical voltou a florescer.

Pesquisa realizada pelo ex-metalúrgico Vito Giannotti e pela jornalista Cláudia Santiago, do Núcleo Piratininga de Comunicação (NPC), apontou a existência, no final dos anos 1990, de centenas de veículos sindicais. Somente nas entidades filiadas à CUT, a maior central do Brasil, trabalhavam mais de 300 jornalistas, que produziam mensalmente quase 7 milhões de exemplares de jornais e boletins. Como brinca Vito Giannotti, “maior do que a redação cutista só existia a das Organizações Globo”. De lá para cá, ocorreram muitas mudanças na área, mas o movimento sindical não perdeu a sua força comunicativa. Ele passou a investir também em programas de radio e tevê, na internet e em outras ferramentas.

Segundo o jornalista João Franzin, criador da Agência Sindical, esta vasta produção tem papel fundamental na conscientização e organização dos trabalhadores. “A imprensa sindical brasileira publica mais de 10 milhões de exemplares por mês, basicamente boletins e jornais, distribuídos nos locais de trabalho, entregues de mão em mão, no contato direto entre os sindicalistas e os trabalhadores”. Para ele, ainda há problemas nesta comunicação, especialmente na linguagem e no trato dos temas nacionais. Mas ele garante que estes meios alternativos são decisivos para os avanços da luta classista. “A imprensa sindical informa, orienta e combate abusos. Ela ajuda o trabalhador a construir sua cidadania concreta”.

A experiência da TV dos trabalhadores

Foi no bojo destes avanços sindicais que nasceu a TVT, a primeira emissora outorgada a uma entidade de trabalhadores. Ela entrou no ar em 23 de agosto de 2010, resultado de 23 anos de pressão do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC paulista sobre o governo. Formalmente, ela pertence à Fundação Sociedade, Comunicação, Cultura e Trabalho, entidade cultural sem fins lucrativos, criada e mantida pelo sindicato. Vários conteúdos próprios são produzidos pela equipe, em especial um jornal ao vivo de trinta minutos – “Seu Jornal”. Também foram firmadas parcerias com a TV Brasil e outras emissoras públicas, que completam a grade de programação. Os programas são transmitidos na tevê a cabo e pela internet.

A decisão de investir numa emissora de televisão, conhecida pelos elevados custos, evidenciou a compreensão da direção sindical sobre o papel da comunicação na atualidade. Segundo Valter Sanches, presidente da fundação, a TVT emprega quase 100 profissionais. Só com equipamentos foi investido R$ 1 milhão. O custo mensal da programação gira em torno de R$ 400 mil. E para garantir a outorga da concessão pública, o sindicato precisou fazer um aporte financeiro de R$ 15 milhões com recursos próprios na conta da fundação. Mesmo assim, a outorga só foi conquistada em outubro de
2009, por meio de um decreto assinado pelo ex-presidente Lula, que se projetou na luta operária do ABC paulista.

Todos estes investimentos e esforços empreendidos, segundo Valter Sanches, foram necessários e valem a pena para enfrentar as manipulações da mídia monopolizada. Já nas greves operárias do final da década de 1970 ficou evidente o ódio de classe das emissoras privadas de televisão, que fizeram de tudo para satanizar os grevistas e derrotar o nascente movimento operário. “O sindicato abraçou o desafio de esperar 22 anos na fila por uma concessão de radiodifusão porque percebeu a importância estratégica da comunicação. Entendeu que precisamos lutar, também, nesse campo”.

Para alavancar ainda mais o alcance da TVT, a fundação articula agora novas parceiras e novos investimentos. No final de julho passado, a fundação firmou um acordo com a direção do Sindicato dos Bancários de São Paulo para produzir novos programas e ampliar a abrangência da difusão.

A TVT não consegue ainda mensurar sua audiência, mas desde o ingresso na tevê a cabo, via NET, os sinais da vitalidade da emissora ficaram mais nítidos. A meta agora é ampliar este alcance, dialogando principalmente com a juventude que saiu às ruas na jornada de junho de 2013. “As pessoas buscam ter voz, querem divulgar suas ações. E para isso não existe espaço na mídia tradicional”, explica Valter Sanchez. Ele lembra que a TV Globo foi um dos alvos dos protestos juvenis, o que revela o despertar de maior senso crítico na sociedade.

O barulho dos “blogueiros sujos”

O espírito crítico realçado pelo dirigente da TVT tem buscado também outros canais de expressão, que se somam às antigas formas de organização da sociedade, como sindicatos, entidades estudantis e movimentos comunitários. Neste sentido, a brecha tecnológica aberta com o advento e a difusão da internet permite que novos atores entrem em cena, produzam conteúdo e ampliem ainda mais o terreno da chamada “mídia alternativa”. No mundo inteiro, a experiência do ciberativismo, que ganhou impulso no início do século, desafia o poder dos impérios comunicacionais, resultando na queda abrupta da tiragem dos jornalões, na redução da audiência de emissoras de televisão e na crise do seu modelo de gestão.

No Brasil, o mesmo fenômeno está em curso e já provoca muito barulho, incomodando os barões da mídia nativa. Através de sites e blogs, milhares de ativistas digitais fazem o contraponto às manipulações da velha imprensa, divulgam os movimentos sociais e lutam pela ampliação da democracia no país. No seu esforço cotidiano da guerrilha informativa, eles ajudam a quebrar o monopólio da palavra. Não é para menos que geram tanto ódio das forças autoritárias, contrárias à verdadeira liberdade de expressão. José Serra, o eterno candidato deste setor, inclusive criou o rótulo de “blogs sujos” para tentar estigmatizar estes militantes virtuais. Na sua irreverência, os blogueiros adoraram o título!

Segundo Leonardo Vasconcelos Cavalier Darbilly, em sua tese de doutorado para a Fundação Getúlio Vargas, “o surgimento da blogosfera política no Brasil, caracterizada pela divergência com relação ao posicionamento de grande parte da mídia tradicional, ocorreu ao longo da década de 2000”. O primeiro “blog sujo” foi o Viomundo, criado pelo jornalista Luiz Carlos Azenha em 2003. Em 2005 nasceram os blogs de Renato Rovai e Antônio Mello; Conversa Afiada, de Paulo Henrique Amorim, e o blog de Luis Nassif surgem em 2006; no ano seguinte nasce o Blog da Cidadania, criado por Eduardo Guimarães; já o blog Escrevinhador, de Rodrigo Vianna, apareceu em 2008.

Neste período, por todos os cantos do país – nas capitais e também em importantes cidades do interior – brotaram centenas de páginas pessoais que se contrapõem às forças políticas conservadoras e que polemizam com a mídia tradicional. Muitos jornalistas, descontentes com a cobertura enviesada da chamada grande imprensa, utilizam esta ferramenta para expor as suas posições criticas e independentes. Mas a blogosfera não se limita a este setor, permitindo que profissionais de diversas áreas exponham seus pontos de vista sobre vários temas. A maioria dos blogs ainda é produzida de forma amadora, sem recursos financeiros ou apoio logístico. Em função destes obstáculos, uma porção significativa não resiste por muito tempo.

Mesmo assim, a blogosfera foi se constituindo num importante espaço da mídia contra-hegemônica. Ela atua como uma rede horizontal, sem a organicidade dos sindicatos e dos movimentos sociais estruturados, mas demonstra grande capacidade de interferir nos debates nacionais. O seu primeiro grande teste ocorreu eleições presidenciais de 2010, quando ajudou a desmascarar a cobertura partidarizada do famoso PIG. Com o tempo, os sites e blogs progressistas também se articularam, promovendo quatro encontros nacionais que primaram pela busca da “unidade na diversidade”. Hoje, a blogosfera é um instrumento decisivo na construção de uma influente mídia alternativa no Brasil.

Mídia Ninja e os novos coletivos

O florescimento de novos coletivos digitais, que agregam jovens criativos e ousados nascidos na era da internet, é outro elemento que compõe este rico cenário. O mais conhecido é o Mídia Ninja – nome do grupo “Narrativas Independentes, Jornalismo e Ação”. Criado em 2011, o coletivo ganhou projeção nacional durante a jornada de protestos do ano passado, que abalou o país. Usando câmeras de celulares e unidades móveis montadas em carrinhos de supermercado, estes guerrilheiros virtuais transmitiram ao vivo centenas de passeatas, atos e choques com a polícia em todo o Brasil. Em alguns momentos, eles chegaram a pautar a paquidérmica e rancorosa mídia tradicional.

O Mídia Ninja teve origem na experiência do Pós-TV, uma iniciativa inovadora organizada pelo coletivo cultural Fora do Eixo. Sempre identificado com as lutas libertárias, ele cobriu a “marcha da maconha”, a “marcha das vadias” e as manifestações em defesa dos povos indígenas Guarani-Kaiowá. A partir das massivas manifestações de 2013, porém, ele passou a ser alvo das forças de direita, sediadas nas redações da chamada grande imprensa. Este ataque resultou numa maior aproximação com os movimentos sociais organizados e com os setores da mídia alternativa. Como argumenta Rafael Vilela, integrante do coletivo, “ficou mais nítida a necessidade da união com os movimentos sociais na luta pela democratização do país”.

Para ele, a comunicação e a luta social são inseparáveis. “Por isso entramos em lugares que a mídia convencional não vai. Damos voz direta aos personagens, sem intermediários”. Na sua visão, o “Mídia Ninja é um laboratório de comunicação, que visa desmascarar o que a grande mídia edita e mostra como única verdade existente”. Do ponto de vista do futuro, Rafael Vilela defende que a iniciativa “não é e nem deve ser um núcleo de cobertura de protestos, mas sim um canal midiático cidadão, trabalhando com diversas editorias, que vá dos protestos ao lazer e à cultura, sem abrir mão da crítica”. Neste rumo, a experiência é uma importante contribuição ao fortalecimento da mídia alternativa no Brasil.

Fonte: Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé​

terça-feira, 23 de junho de 2015

Primeiro dia do Congresso da UEP lota Sesc de Garanhuns


O 40º Congresso da União dos Estudante de Pernambuco (UEP) teve início na noite da sexta (19) e lotou o auditório do Sesc Garanhuns, no Agreste. A mesa formada pela, até então, presidente da entidade, Melka Pinto, o presidente do Sinpro, Helmiton Bezerra, o diretor da UBES, Thiago Dantas, o vice presidente da UEP, Kennedy Lima, o deputado estadual, Aluísio Lessa (PSB), a vice presidente da OAB, Adriana Rocha e o presidente do D.A da UPE de Garanhuns, Igor Amorim, debateu educação de qualidade, a educação pública e privada, a participação das mulheres na política e a reforma política como um todo. 

Com mais de 600 inscrições no site oficial do congresso, a UEP fez o maior evento da sua história. Estudantes das mais diversas universidades públicas e particulares de Pernambuco se encontraram para debater educação e reafirmar sua participação na sociedade. Durante a mobilização, a diretoria da entidade percorreu todas as faculdades de PE. A presidenta Melka Pinto entregou o posto na plenária final, neste domingo. A próxima gestão irá dirigir a entidade no biênio 2015-2017.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

50 ano da Globo. VAMOS DESCOMEMORAR EM PERNAMBUCO!



Na luta pela democratização dos meios de comunicação e "descomemorando" o aniversário de 50 anos da Globo, acontecerá em Pernambuco uma grande manifestação. Tendo sido criada pela Ditadura e apoiado o golpe. até hoje sonega milhões de impostos e acoberta crimes cometidos por políticos que sustentam sua posição política e concentrando grande monopólio dos meios de comunicação.

Por isso, no dia 26, junto a todo país, iremos nos manifestar e mostrar todo o descontentamento da população com a emissora que apoia manifestações que pedem golpe e intervenção militar e denunciar seus crimes cometidos.

Acesse o link do evento e nao deixe de participar de mais essa luta pela democratização dos meios de comunicação e leia o manifesto, que a UJS também assina, sobre a descomemoração dos 50 anos da Globo.

Manifesto aqui: http://migre.me/pvQJ3

Evento aqui: http://goo.gl/ObsPEH

domingo, 12 de abril de 2015

Ao vivo - EM CONTRAPONTO AO DISCURSO DE ÓDIO, MOVIMENTOS SOCIAIS PROMOVEM ENCONTRO SOBRE CONQUISTAS SOCIAIS NO BRASIL

Uma “Jornada pela Democracia” para fazer uma leitura crítica do atual momento vivido no país e debater ideias, tendo como horizonte o fortalecimento da democracia e a construção de um novo ciclo de avanços sociais e de redução das desigualdades. É esta a agenda propostas para este hoje, em contraponto ao discurso conservador e golpista que move algumas das manifestações convocadas para o dia.

O encontro esta sendo realizado na sede da revista Fórum e começou às 9h, sendo previsto encerrar às 21h. Conta com representantes de movimentos sociais, da juventude, intelectuais e comunicadores e esta sendo transmitido ao vivo pela TVT (www.tvt.org.br ou canal 2 da NET Cidade, ou canal 44.1 no HD, na Grande SP), e pela Rádio Brasil Atual (98,9 FM). 
São seis blocos temáticos diferentes. Estão confirmados Tarso Genro, Paulo Vannuchi, Laerte Coutinho, Ladislau Dawbor, Maria Rita Kehl, Raquel Rolnik, Leda Paulani, Orlando Silva, Nádia Campeão, Nabil Bonduki, Roberto Amaral, Tata Amaral, Janete Pietá, Paulo Teixeira, além de representantes da CUT, UNE, Intervozes e outros movimentos e organizações.

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO:
Bloco 1, das 9h às11h30 – Movimentos sociais, novo ativismo e juventude
Convidados: Vic Barros (UNE), Léa Marques (CUT), Fora do Eixo, Martinha Clarete Dutra (MEC), Jean Tible (FFLCH-USP), Thaisa Torres (Marcha da Maconha), Soninha (Marcha Mundial de Mulheres), Janete Pietá (PT), Mauricio Morais (PT)
Bloco 2 das 11h30 às 13h – É a economia, parça!
Convidados: Luiz Gonzaga Belluzzo (Unicamp), Ladislau Dowbor (PUC-SP), Leda Paulani (USP; secretária de Planejamento de São Paulo) , Guilherme Mello
Bloco 3, das 13h às 14h30 – As cidades que queremos
Convidados: Nádia Campeão (vice-prefeita de São Paulo, PcdoB), Nabil Bonduki (secretário de Cultura de São Paulo), Raquel Rolnik (FAU-USP), Thiago Benicchio (ITDP), Erika Martins (Coletivo de Luta pela Água), Caio César (Conselho Municipal de Mobilidade), Ana Carolina, Daniela Costanzo (Centro de Estudos da Metrópole).
Bloco 4, das 14h30 às 17h – Conjuntura e conservadorismo: beijinho no ombro pra intolerância
Convidados: Laerte Coutinho (cartunista), Tata Amaral (cineasta), Maria Rita Kehl (CNV, psicanalista e escritora), Paulo Vannuchi (cientista político), Paulo Teixeira (deputado federal, PT)
Bloco 5, das 17h às 19h – Quem não se comunica se trumbica
Convidados: Luis Nassif (GGN), Renato Rovai (revista Fórum), Wagner Nabuco (Caros Amigos), Sérgio Amadeu (Interagentes), Leonardo Attuch (Brasil 247), Pedro Alexandre Sanches (Jornalistas Livres), Bruno Torturra (Fluxo), Brasil de Fato
Bloco 6, das 19h às 21h – Para onde vai a esquerda?
Convidados: Tarso Genro (PT), Paulo Teixeira (PT), Orlando Silva (PCdoB), Roberto Amaral (PSB), Silvio Costa Brava (Le Monde Diplomatique Brasil)
Fonte: Site da UNE

terça-feira, 31 de março de 2015

Enquanto isso a redução da maioridade penal...

Por Jelsimar Pimentel


Estava eu aqui na batalha da vida social, quando, de repente, descubro algo estarrecedor. Foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara a redução da Maioridade Penal no Brasil, o que o torna constitucional. Um retrocesso imenso para o país que esta em pleno desenvolvimento e progresso social, mas ainda em bastante defasagem nessa questão. Precisamos reavaliar qual o papel do Estado e quem nos representam no Congresso Nacional. Será que esse sistema político atual representa de fato nossos anseios com a barganha do financiamento empresarial de campanha?


É triste ver para quem está cotidianamente na luta por mais direitos a classes marginalizadas no processo de socialização. Verificamos a falta de capacidade de inserir nossos jovens na lógica que está dada no nosso sistema econômico e social atual. 


Verificamos a todo momento classes sociais sendo excluídas de direitos fundamentais como o acesso a uma formação de qualidade e de oportunidades de emprego ou de ingressar numa universidade e isso é uma obrigação do Estado, pois é ele que nega esses direitos diariamente através da dívida social que é negligenciada com uma carga histórica de preconceito engendrado em nossas mentes e corações e validada pela indústria cultural, haja vista os grandes meios de comunicação, onde não nos vemos.


Precisamos ter a compreensão que é obrigação do nosso Estado garantir, educação, lazer, cultura e todas as oportunidades possíveis para que a juventude se desenvolva, mas uma grande parcela dessa é privada de tais direitos sofrendo a barbárie da violência e da repressão policial e social, não tendo opção de se desenvolver enquanto cidadão com direitos e deveres. 


Cabe ao Estado cumprir com aquilo que está na Constituição e no Estatuto da Criança e do Adolescente que são as garantias de um desenvolvimento psicológico, emocional e físico pleno. É inadmissível que aqueles que colocamos no Congresso não tenham compreensão desses direitos fundamentais, garantidos em lei, e que se eximam ao extremo dessa obrigação, defendendo o ataque a juventude, lhes culpando do crime de não terem a devida oportunidade ao desenvolvimento pleno. 


Repudio qualquer ação nesse sentido com a certeza que a população não aceitará essa decisão e que os movimentos sociais de juventude e estudantil se erguerão diante desse ataque para que não passem adiante dessa violência que se tenta cometer. 

#CadeiaNão

quinta-feira, 26 de março de 2015

Conheça A Programação Do 3º BloggerPE

Altamiro Borges (Barão de Itararé), Rodrigo Vianna (TV Record), Guido Bianchi (TV PE), Melka Pinto (UEP) e Sérgio Bertoni estarão neste final de semana em Olinda

Por Max Felipe




A Associação dos Blogueiros do Estado de Pernambuco (AblogPE) e o Centro de Estudos Barão de Itararé divulgam a programação oficial do 3º BloggerPE. A abertura será nesta sexta-feira (27), às 19h, na Faculdade AESO Barros Melo, em Olinda, com palestra do jornalista Altamiro Borges, autor do livro “A ditadura da mídia” e presidente do Barão de Itararé.

Na manhã do sábado (28), os jornalistas Rodrigo Vianna (TV Record) e Tarso Violin (Paranáblogs) debaterão o contexto geral pela luta da democratização. Em seguida, os presidentes Guido Bianchi (Empresa Pernambuco de Comunicação - EPC, mantenedora da TV Pernambuco) e Sérgio Bertoni (Fundação Blogoosfero) interrogarão os blogueiros: “Podemos ter uma mídia democrática e a nossa própria internet?”.

Após o almoço, começa o painel digital “Marco Civil da Internet e o futuro da Internet no Brasil”, com Melka Pinto, Presidenta da UEP. A temática “Comunicação pública em Pernambuco e no Brasil” será conduzida por Ivan Moraes, do Centro Luiz Freire.

Para reforçar, o Dr. Sílvio Pessoa de Carvalho Júnior, secretário Geral da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional em Pernambuco (OAB -PE)  e o advogado e assessor jurídico da AblogPE, Jairo Medeiros, farão um diagnóstico da reforma política como passo às mudanças estruturais no Brasil.

O 3º Blogger é destinado aos produtores de conteúdo para mídias digitais, publicitários, jornalistas, radialistas, estudantes de comunicação social, informática e direito.

A inscrição (clique aqui) é online, gratuita e garante o almoço, mas as vagas para hospedagens já foram preenchidas. A Faculdade AESO fica na Av. Transamazônica, 405, Jardim Brasil II, Olinda, PE.



Confira a programação completa:


27/03 - SEXTA-FEIRA, 17h – Credenciamento e Recepção PITÚ

 19h - Abertura

19h30 - Conferência: “Democratizar é preciso – pela regulação econômica da mídia”, com Altamiro Borges. Mediação: Lissandro Nascimento (AblogPE) e Buda (Barão de Itararé)

20h30 – Debate em plenária

21h30 – Informes Gerais e finalização do debate.

28/03 - SÁBADO 08h – Reabertura do Credenciamento

08h30 - Painel: “Contexto Geral pela luta da democratização no Brasil e no Mundo”, com Rodrigo Vianna da TV Record, Tarso Violin do ParanáBlogs e Eduardo Guimarães, responsável pelo Blog da Cidadania e presidente do Movimento dos Sem Mídia. Mediação: Lúcio Cabral e Josélia Maria

09h30 – Debate em plenária 

10h30 – Painel: “Podemos ter uma mídia democrática e a nossa própria internet?”, com Guido Bianchi (TV PE) e Sérgio Bertoni da Fundação Blogoosfero. Mediação: Leo Rodrigo e Amannda Oliveira

11h30 - Debate em plenária

12h30 - Almoço

13h30 - Painel Digital: “Marco Civil da Internet e o futuro da Internet no Brasil”, com Melka Pinto, Presidenta da UEP. Painel Midiático: “Comunicação pública em Pernambuco e no Brasil”, com Ivan Moraes Filho, do Centro Luiz Freire e Fopecom. 
Mediação: Paulo Fernando e Dani Nurse

14h30 – Debate em plenária

15h10 – Painel: “A Reforma Política como passo às mudanças estruturais”, com o Dr. Sílvio Pessoa de Carvalho Júnior, Secretário Geral da OAB/PE e o Advogado Jairo Medeiros. 
Mediação: Cristiano Pilako e Cláudio André.

15h40 – Debate em plenária

16h10 – Plenária Final da Blogosfera pernambucana 
(Mediação: Lissandro Nascimento)

a) Apresentação e encaminhamento da Caravana do Plip da Mídia Democrática
b) Discussão e votação do Regimento Interno dos Núcleos Regionais
c) Discussão e votação das Resoluções Gerais da AblogPE
d) Eleição da Diretoria, Conselho Fiscal e Coordenadores dos 14 Núcleos Regionais (Mediado pela Comissão Eleitoral).

18h - Encerramento.



*Domingo (29/03), manhã: Reunião da Diretoria da AblogPE com Núcleos Regionais. Local: Hotel Costeiro - Olinda.

domingo, 15 de março de 2015

O ATIVISMO DIGITAL NA LUTA CONTRA-HEGEMÔNICA E NA EMANCIPAÇÃO SOCIAL


Por Jelsimar Pimentel
Podemos observar a importância que tem tido a comunicação no Brasil e a influência que tem na formação do pensamento político e cultural da população. Desde o surgimento das radiodifusoras (e antes, com os jornais) no Brasil, a elite econômica tem focado na tentativa de controlar todos os meios de comunicação e conseguiu através de concessões e da falta de uma legislação que regule. Observamos hoje a grande manipulação da mídia nos assuntos referentes a opinião política e na falta de diversidade cultural, pois existe uma minoria rica que utiliza esses meios para propagar seus interesses. Por isso é tão importante fortalecer a luta pela regulamentação da comunicação no Brasil, principalmente da radiodifusão, assim como também pelo marco civil da internet.


Diante disso, é bastante importante a utilização de meios alternativos de comunicação para que outras opiniões que não sejam as expressas na grande mídia sejam colocadas, fortalecendo a pluralidade de opiniões e a luta por uma sociedade mais democrática, com a opinião da população e de diversos setores da sociedade. Nesse sentido é importantíssimo a luta pelo financiamento das mídias alternativas, defendida pela deputada federal Luciana Santos (PCdoB), que cumpre um papel social no sentido de quebrar a oligopólio econômico e midiático, questionando o neoliberalismo e a ideologia mercantilista da globalização. É importante ressaltar as mídias alternativas na luta social, no papel de formar politicamente a população em prol da luta cotidiana contra a opressão político-cultural que entra na nossa casa todos os dias diante da TV e rádio. Não há dúvidas que a luta é de classe, e os jornalistas de esquerda, movimentos sociais, estudantis e sindicais precisam usar os instrumentos viáveis na lutra contra-hegemônica da mídia.

Eduardo Galeano falou em uma entrevista sobre a importância que tem a internet no papel contra-hegemônico e na garantia da diversidade ideológica, política e cultural: “A Internet realmente abriu espaços a vozes que agora encontram possibilidades de difusão incríveis. Isso é uma boa notícia que a realidade deu contra todos os prognósticos, pois a internet nasceu como uma operação militar do Pentágono para planificar as suas operações. Foi uma coisa nascida da morte, do extermínio do outro, pois a guerra é isso. Depois virou um espaço que contém um pouco de tudo, que não é uma coisa só, mas que inclui muitas expressões, da afirmação da boa energia da vida, da energia multiplicadora do melhor da vida, a liberdade, a vontade de justiça”.


Uma possibilidade interessante que tem a internet, é que ela pode ser um meio de interação entre os indivíduos, onde todos podem atuar como produtores, emissores e receptores, tornando as fronteiras mais fluidas na comunicação, sem a estratificação que existe na mídia tradicional, que torna o expectador passivo e sem a contraposição de ideias. Por isso tem uma importância imensa na disputa ideológica, servindo como trincheira de combate em uma guerra ferrenha com os grandes ditadores da comunicação de massa.

A internet possibilita também uma readequação do que entendemos por tempo e espaço. Observamos que o compartilhamento das informações são feitas em tempo real, independente do local que esteja, transformando o mundo em uma vila, o que influencia também nas relações sociais e culturais, exigindo que haja mais dinâmica nas circulações de ideias e de notícias. Além da informação instantânea, observamos a possibilidade da transmissão descentralizada e a abrangência global da internet como incentivos a luta ideológica contra a mídia comercial.

A mídia alternativa combate a formação da sociedade consumista tão disseminada pela mídia tradicional e comercial através da propaganda e publicidade, construindo espaços de óticas diferenciadas sobre o assunto, estimulando a crítica e a cooperação entre jornalistas e ativistas digitais. Por isso torna-se tão fundamental que as mídias alternativas tomem posturas no sentido da contra-informação hegemônica, ou seja, que entendam o importante papel da formação e organização politica e social numa sociedade dividida em classes e influenciada por uma mídia tradicional forte e com interesses capitalistas, num processo de mudança social, assumindo visões transformadoras na relação com os leitores e a sociedade em geral. Nos métodos de gestão, nas formas de financiamento e, sobretudo, na interpretação dos fatos sociais, entrosando a população em importantes debates da atualidade do país, como exemplo, a regulamentação da mídia e a reforma política, trazendo o aprofundamento critico necessário à população e tendo a preocupação em atingir uma população ampla, tendo linguagem acessível para atrair um público maior, vislumbrando a emancipação social.


É importantíssimo verificar que a comunicação ativista tem que ser dividida em duas metas diferentes: uma interna, com o intuito de mobilização, e uma externa, que serve para ampliar espaços de divulgação e articulação de ações e análises. Só seguindo essas diretrizes é possível tornar as mídias alternativas, seja rádios, blogs e redes sociais, instrumentos contra a ditadura cultural, furando o bloqueio da mídia, imposta à sociedade atual que descarta a essência para dar lugar a aparência e a objetificação das pessoas, cultivando a intolerância e disseminando o ódio, criando um clima de pessimismo e catástrofe.


Segundo Altamiro Borges, do Centro de Mídia Barão de Itararé: “A mídia vem atuando assim há muito tempo, de Getúlio Vargas ao golpe, mas com muito mais poder que antes, já que é cada vez mais monopolizada. Assim, ela envenena diariamente a sociedade”. Vimos isso nas eleições 2014, quando a revista Veja influenciou diretamente, tornando-se panfleto eleitoral de Aécio e escancarando seu perfil de partido político. Diante disso, é fundamental a nossa mobilização para o mecanismo de convocatória em oposição a mídia de massa comercial atrelada ao grande capital e à popularização da luta pela democratização dos meios de comunicação, que desmantele essa lógica monopolista atual. É necessária uma reforma política através da coalizão que garanta o financiamento público de campanha para cortar na raiz a corrupção no país.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

O Carnaval de Olinda é democrático, popular e tradicional!

Por Jelsimar Pimentel
Ah, o Carnaval de Olinda! Conhecido mundialmente, dá um show de democracia e de explosão de alegria durante os quatro dias de folia, assim como também nas prévias e na manutenção urbana, durante e pós os dias de festa. Esse foi mais um ano em que pude brincar no carnaval da cidade, o qual brinco desde a infância, e me aventurar a conhecer belas pessoas e demonstrar os encantos que temos nessa cidade.

Porém o que impressiona no carnaval de Olinda e que o distingue de outros carnavais Brasil afora, é a sua grande democracia, garantindo que todos possam brincar no carnaval sem cordões ou roupas que proíbam acesso aos blocos que desfilam nas ladeiras da cidade. Luta travada pelo povo olindense e ratificada pelo prefeito Renildo, que assinou a lei proibindo camarote nas ladeiras da Marim dos Caetés.

Preciso ratificar aqui uma marca que vem sendo conquistada nos últimos anos e reafirmada no carnaval desse ano. A diminuição drástica da violência nas festividades de momo e que este ano não registrou morte alguma. Isso não era visível em outras épocas, que hoje parecem tão longínquas. Olinda conserva seu belo carnaval de rua, democrático, seguro e tradicional, garantindo a folia com o nosso frevo e suas derivações com as orquestras de ruas e sempre fechando com belos shows como Alceu Valença, Orquestra Contemporânea de Olinda, Antonio Nóbrega, Mundo Livre S/A, Fafá de Belém e tantos outros.

Por fim, só tenho a agradecer ao Prefeito Renildo e a Prefeitura de Olinda por continuar mantendo esse belo carnaval democrático e tradicional que temos e que posso apreciar todos os anos sem medo de perder. poder ver o Ceroula, Homem da Meia-Noite, Cariri, Esses Boys Tão Muito Doido, Eu Acho é Pouco e tantos outros é uma satisfação enorme para mim e mais ainda quando vejo diversas pessoas do Brasil afora encantadas com toda essa beleza que temos. Que venha o Carnaval de Olinda 2016, pois já estou na expectativa!

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

COMO NÃO TER ORGULHO DE SER OLINDENSE?

Por Jelsimar Pimentel*
Gostaria de vir aqui para fazer uma provocação aos que falam mal da gestão da Prefeitura de Olinda, sobre os grandes investimentos que têm sido trazidos para Olinda. Grandes sim, pois desafio qualquer um a citar um prefeito que tenha entregado mais obras, ou que tenha trazido tantos projetos culturais, técnicos, educacionais, nas áreas de saúde ou comerciais numa cidade com arrecadação de cidade pequena, mas com problemas de cidade grande.

A princípio, gostaria de citar aqui a quantidade de ruas calçadas e saneadas pela gestão. Para citar apenas o ano de 2015, agora em janeiro já foram três novas ruas inauguradas em Jardim Brasil; uma rua inaugurada em Rio Doce; duas ruas e uma travessa inauguradas no Monte, e uma rua inaugurada em Vila Popular. Foi assinada a ordem de serviço da UPA de Rio Doce, onde as obras já começaram; e ontem (29), foi assinada uma ordem de serviço de Urbanização Integrada em Sapucaia e Aguazinha, com destaque para 80 ruas que serão pavimentadas, e veja que Janeiro nem terminou.

Além dessas, em Rio Doce ainda serão inauguradas mais 11 ruas. Em Jardim Brasil e Vila Popular serão 80 ao todo, e 28 já concluídas. Em Caixa d'Água já foram entregues 70. No Alto da Bela Vista, uma avenida está interligando o Bairro a Jardim Fragoso e à PE 15. Em Jardim Atlântico, já foram entregues 13. Em Bairro Novo e Casa Caiada várias foram recapeadas, e outras pavimentadas. Tem também obras em andamento no Alto do Sol Nascente, Bultrins, Bonsucesso, Caenga, etc.

Com isso, essa gestão já se tornou a que mais calçou ruas na história da cidade. Além da obra da orla que, por conta de processos a moradores que invadiram o terreno da praia (construindo até piscina rsrs), por onde passa a orla, mas já está sendo concluída. Um grande feito né não? E que ainda aumenta o próprio recorde: Enquanto em gestões de 16 anos atrás, em toda história da cidade várias ruas foram contabilizadas como calçadas apenas no papel, mas hoje tornam-se realidade.

Mas não fica só por aí não: há quem diga que Olinda não pode ser só calçada e asfalto, e eu concordo. Por isso, Olinda também tem se preocupado em cuidar das pessoas com investimentos sociais próprios ou trazendo projetos do governo federal e do governo estadual para cá, e é o caso do IFPE (antiga Escola Técnica Federal) que já está em funcionamento, tendo aula na cidade de Olinda. Além disso, temos os projetos de uma Escola Técnica Estadual na cidade. Ou seja, Olinda que não tinha nenhuma escola técnica pública, agora vai passar a ter logo duas. Avanço né?

Mas não para por ai. Olinda hoje, possui a mesma quantidade de CRAS (Centro de Referência da Assistência Social) que a cidade vizinha e capital do estado. São 10 CRAS, mas que proporcionalmente, nos deixa na frente por termos uma população beeeem menor. É a gestão que vem se preocupando com os cidadãos, dando a devida assistência social aos mais vulneráveis e sem esquecer a UPA, em Rio Doce, que foram iniciadas suas obras. Ah! E já ia esquecendo do primeiro shopping da cidade, que trará diversos empregos e mais arrecadação para o município deixar cada vez mais o título de "cidade dormitório" de lado.

E ainda tem mais! Além de toda a preocupação com calçamento, saneamento, investimento em saúde, educação, assistência social e mais diversas coisas que falei aqui, além das diversas que deixei de fora, com as novas vias que estão sendo construídas na cidade, temos também o investimento em cultura e lazer. Olinda que é Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade, faz jus ao título com os diversos eventos culturais que acontecem na cidade, geridos pela Prefeitura ou apoiados pela gestão, como é o caso da Mostra Internacional de Música em Olinda (MIMO), FLIPORTO, entre outros que trazem inúmeros turistas para a cidade, além do nosso belo carnaval sem camarotes, com a lei sancionada pelo Prefeito Renildo que embeleza ainda mais nossa cidade. Tem também o estádio em Rio Doce, que vai deixar nossa cidade dentro dos grandes roteiros esportivos do país.

Bom, acho que isso é apenas um aperitivo do que um morador e apreciador da cidade vem percebendo de melhorias e investimentos na cidade. Me indigno quando vejo tanto discurso de ódio por uma gestão que tanto faz pela cidade. Sei que muitos desses são motivados por uma oposição, organizada por quem já foi gestão no passado e que, infelizmente, é irresponsável em Olinda, usando de calúnias para se promover. Além desses, muitos outros jovens pegam esse embalo, mas esquecem (ou não viveram) os anos de abandono da cidade quando aqueles estiveram na gestão, com atraso de salários, meses sem coleta de lixo, alem dos grandes rombos deixados na administração pública da cidade. Me preocupa muito esse ódio disseminado e desinformado nas redes sociais.

Portanto, desafio qualquer um a mostrar algo diferente do que venho dizendo; É fato que a cidade tem muitos problemas históricos, mas não será numa gestão que se resolverá todos, apesar do empenho que há nisso. Pois mesmo tendo um quarto do tamanho de Recife e arrecadando treze vezes menos, ainda conseguiu tudo isso. E já deixo um aviso de que, quem quiser debater ou quiser algum esclarecimento, estou aberto a isso, porém sem ódio e sem xingamentos, pois esses não passarão. Não venham com informações pela metade, ou me chamar de babão ou que me pagam pra isso, pois não trabalho na Prefeitura e tenho minha própria renda, mas como morador sei que não posso me calar.

O que posso dizer é que veja minha cidade, que tem o terceiro melhor IDH do estado, que é uma das que mais teve aumento de empregos no ano de 2014, que é também o terceiro Índice de Bem Estar Urbano – IBEU, que mede a qualidade de vida em Pernambuco e que é a cidade preferida pelos investidores, de acordo com a pesquisa da AMCHAM, e tenha orgulho de ser olindense.

*Jelsimar Pimentel “Mazinho” - Professor de História, estudante de Ciências Sociais, morador de Olinda e Boêmio